Adultos só namorando

Só precisam de proteção para crescerem adultos saudáveis. “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.” Leia mais: O que a pornografia que você vê tem a ver com a pedofilia. Então Yasmim M., o contexto é assim, meu namorado sempre dormia em casa as finais de semana, mas não faziamos sexo, pois não estava preparada, ficavamos vendo filme, conversando, jogando e tal. Mas depois q fizemos, o pai dele disse q ele ficava muito na minha casa, agora ele não pode mais ... Completamente apaixonada e namorando há poucos meses, Vivi conversou com a equipe de reportagem do programa TV Fama e declarou todo o seu amor para Adriano Daga, o bateirista da banda Malta, revelada em um dos realities musicais da TV Globo. Vivi agora só quer saber de namorar e escutar Rock in Roll. Tudo sobre vida a dois, amor, sexo, relacionamento e mais. A maioria dos adultos perde muitas oportunidades na sua vida por não terem coragem de conversar de modo franco com seus pais durante a infância e adolescência. Não seja um deles. Tenha coragem e fale aos seus pais sobre seu namoro. Você verá que todos só terão a ganhar com a verdade. Decida para quem vai contar primeiro. Pode ser que um de seus pais seja mais flexível, ou você se sinta mais à vontade com um deles. Contar uma novidade dessas para aquele que tem a mente mais aberta pode facilitar contar para o outro depois. Por exemplo, se você é a “menininha do papai”, pode ser mais fácil contar para ele primeiro, mas se ele é o tipo de pai superprotetor, talvez ... Gente, meu personagem adolescente estava namorando outro adolescente só que o namorado dele virou Jovem adulto e não tem mais como fazer interações romanticas, é impossivel um adolescente ter intereção romantica com jovem adulto? ainda esta constando que eles namoram. 1. Comentários. Guilherme0456 Posts: 429 Member.

Cada vez mais quebrado e tentando juntar os cacos

2020.09.09 04:41 kriskastro Cada vez mais quebrado e tentando juntar os cacos

Gente, já li de tudo por aqui e adoro os temas sobre relacionamento. Dessa vez chegou a minha vez de desabafar. : PS: Sorry pelo textão, mas é que eu preciso externar um pouco de tudo pra ver se me serve de alguma coisa.
Já não sou mais um adolescente, mas também não chego a ser já um adulto de meia idade; mas tá perto rs. Tenho 27 anos, já beirando os 28. Nunca engatei definitivamente em um relacionamento sério e nem sei se sou preparado para isso efetivamente, serio mesmo. Minha família é meio fudi* sobre relacionamentos. Pais separados, confusões aqui e ali e até pelo que pude perceber sobre os que estão além dos meus pais, digo tios e tias, a situação não é muito animadora ou exemplar. Enfim, sinto até que de alguma forma por não ter bons exemplos ou referências em casa isso de alguma forma pode ter me afetado, me travado, ou até mesmo me ter deixado com um certo nível de ansiedade/panico. Sei lá. Moro com a minha mãe ainda e meu irmão mais novo.
Sou uma pessoa que simplesmente não sai e resolveu viver isolado na sua própria bolha; diria até que com poucos amigos próximos, digamos assim... (sabe daqueles que você pode literalmente contar com eles para o que der e vier? Pois é.). Já sou formado, pago as próprias contas, ajudo até de certa forma a segurar ainda a estrutura financeira abalada em casa. SIM, meu pai era o provedor do dinheiro como toda "família tradicional" brasileira; mas hoje me dia minha mãe já tem a fonte de renda dela que se complementa com a minha. E meu pai acho que ainda ajuda só por conta do meu irmão mais novo mesmo.
Enfim, sinto que o tempo vai passando e passando e a maneira como eu vivo hoje me incomoda. Não quero ter esse papel de "pai provedor" da família que eu ainda não tive, se é que me entendem. Sinto que preciso mudar e sair dessa zona de (des)conforto, mas ao mesmo tempo vivo um dilema entre a responsabilidade para com aqueles que estão comigo e a vontade de construir algo meu, a minha própria história. Agora assim, sair de casa pra (sobre)viver e ficar a ver navios é foda, até pq a vida sozinho é bad trip total. Nessa parte, já quero introduzir o tema o relacionamento que até então são inexistentes; penso que de alguma forma quando você tem alguém que vale a pena você lutar para que as coisas deem certo, e obviamente a pessoa também queira, de alguma forma os dois conseguem encontrar alguma felicidade em meio a tudo, mesmo diante das dificuldades.
Mas vamos lá que já estou é divagando aqui. Sobre relacionamentos: sou uma pessoa extramente fechada. Não saio. Como disse, sou de poucos ou quase nenhum amigo próximo. Não considero conhecidos ou colegas de trabalho como alguém que se pode contar muito, sabe. Obviamente pra não pirar da batatinha, pelo menos cresci aderindo ao hobby de jogar video games pra aliviar um pouco o estresse e até a deprê - na verdade herdei esse hobby da adolescência e acho que os sentimentos meio depressivos também. Tenho ps4 que mal jogo hoje em dia, mas ainda me divirto um pouco no pc com uma galera muito massa no lol kk. SIM. 27 anos jogando ainda League of Legends. Mas voltando... pra piorar um pouco, tenho de certa forma uma atração, ou sei lá um imã, pra garotas que são bem peculiares, digamos assim.
O meu primeiro contato na adolescência que talvez pudesse ter rendido um relacionamento foi com uma garota que conheci no Tinder. Eu deveria ter uns 17 anos mais ou menos. Nem tinha entrado na faculdade. Ela era gata e inteligentíssima, mas não me recordo o nome dela. Sente o drama: depois de semanas conversando e praticamente se descobrindo quase que nascidos um pro outro, ela me revelou que fazia tratamento para câncer e já faziam anos e mais anos na luta. As fotos dela eram de peruca, sabe. Tanto que depois de semanas ela começou a me mostrar as fotos já carequinha. Ela morava no interior e vinha de tempos em tempos aqui pra cidade fazer o tratamento dela. O namorado dela a deixou depois dessa bad trip. Enfim, um negócio pesadíssimo. Quase como A culpa é das estrelas. : O tempo passou, coisas aconteceram, a vida foi entrando numa velocidade frenética. A faculdade chegou, as provas, os semestres, os estágios, a rotina maluca e simplesmente fomos aos poucos deixando de nos falar e eu simplesmente não sei o final dessa história. Mas me arrependo quase que amargamente de não ter ido conhecer ela pessoalmente independente do desfecho.
Na faculdade, me apaixonei por uma garota. Mas nem vou me alongar muito. A thread da facul: depois de anos estudando juntos, me declarei pra essa garota e para minha surpresa uma amiga nossa em comum também fez a mesma coisa. A garota da história é bi e eu tinha total consciência sobre isso, mas só fiz o que meu coração mandou. Enfim, esse negócio não foi nem pra frente e nem pra trás. Nem eu e nem a nossa amiga em comum ficou/namorou essa garota. Mais uma vez o tempo foi passando e passando... até que terminei a faculdade e até onde tive notícias, hoje a garota que eu era apaixonado está namorando um cara aí. Enterrei esse amor e deixei o tempo cumprir o papel dele. Aconteceram outras coisas na faculdade também entre eu e uma outra miga, mas nem vou comentar pq não vem ao caso, simplesmente não era para ser e pronto e o pior é que até transa sem camisinha rolou kk #medo, mas calma que teve pilula e teste após isso. Então, nada de filhos não programados. Amém.
Após a facul e agora sim em um tempo mais recente. No trabalho, há uns dois anos atrás descobri que uma garota era perdidamente apaixonada por mim. Isso era novidade pra mim que já estava acostumado só com amor não correspondido, mas o drama aqui é que eu simplesmente não sentia a mesma coisa por ela. Olha só que ironia, não? Isso é foda, pq eu sabia como era gostar de alguém e isso não ser recíproco. Mas enfim, a garota foi demitida e com a demissão acho que foi-se qlq esperança de se construir algum amor - isso para os que acreditam que esse trem é construído tijolinho, por tijolinho. Eu só simplesmente não sei como funciona, desculpa.
Há seis meses atrás ou até mais, meu coração resolveu bater mais forte por alguém mais uma vez. Mais uma coisa que simplesmente não sei o pq diabos acontece, mas já aceitei que a vida é assim. Ela é uma colega de trabalho. O tempo passou, ficamos íntimos, conversamos muito, mas muito mesmo sobre absolutamente tudo. Literalmente tudo. A pandemia chegou e até hoje estamos de home office :p. O drama aqui é que eu resolvi me declarar para ela. Abri o jogo. Coloquei as cartas na mesa e joguei para ver o que iria dar. Como resposta tive um surpresa e um desagrado ao mesmo tempo. A surpresa foi em saber que ela se preocupa comigo tanto quanto eu me preocupo com ela, mas amigos... o sentimento que temos um do outro é bem diferente. Infelizmente! Ah e o drama aqui não vou entrar em muitos detalhes, mas a thread só não chega a ser pior do que a minha primeira história e a segunda. Talvez seja pior que a segunda. Envolve uma infância bem conturbada da parte dela, abusos do pai e até relacionamentos abusivos de ex. Mas como disse, não vou entrar em detalhes. Enfim, essa semana tive a noticia de que ela está com um cara ai e é isso, amigos. Mais uma vez quebrei-me em mais um monte de pedaços antes mesmo de saber o que é um relacionamento.
Agora assim, sabe o que é o pior de tudo? A sensação de baixa-autoestima que você acaba criando e acho que até uma certa ansiedade/nervosismo ou sei lá o que. Um sentimento quase como: qual é o meu problema? Será que eu não sou uma pessoa interessante? Estou fora do padrão do que costumam encontrar por ai? Enfim, neuroses que nem vale a pena perder tempo pra não cultivar bad trips. O tempo só vai passando e não há nada que eu possa fazer a respeito a não ser aceitar que as coisas são como são e pronto. E que simplesmente não sirvo para relacionamentos. Talvez isso me conforte de alguma forma.
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2020.08.18 19:05 New_File2351 A depressão destruiu a minha vida. Não deixe que destrua a sua também

Saí de dentro de uma caverna pra escrever esse post. Aparentemente tem muita coisa acontecendo que vai me abafar, mas postarei mesmo assim,
Sofro de depressão desde a minha infância e a minha vida foi marcada pelo completo vazio. É difícil explicar para as pessoas o que é esse vazio, pois sempre estão fazendo alguma coisa. Eu nunca fiz nada e é sobre esse nada que quero falar.
Nunca tive amigos ou alguém com quem pudese conversar. Também nunca interagi com as pessoas pela internet. Na escola eu ia embora logo e não interagia com ninguém. Não fiz atividades fora da escola. Nunca tive nenhum relacionamento, sequer beijei alguém durante toda a minha vida. Também nunca trabalhei nem continuei os estudos.
A única coisa que fiz na vida foi uma faculdade e nem sei como, pois eu quase não frequentava, não fiz pesquisa, não tive bolsas, nada. Eu fazia as provas e ia pra casa. Quase não conheci ninguém, nunca fui a nenhum evento com colegas de sala, nada.
Quando falo em depressão, muita gente deve imaginar uma pessoa triste, mas que faz as coisas, pois ouço muitas histórias de pessoas com depressão que viajam, namoram, fazem muitas coisas. Não é isso o que aconteceu comigo. Ao longo desse tempo eu mal tive ânimo ou energia para nada, por muitos momentos me vi no chão, sem conseguir sair do lugar, como se meus músculos não respondessem aos meus movimentos.
Eu demorei muito pra receber um diagnóstico e fazer tratamento, porque minha família achava que era tudo frescura minha, que eu era preguiçoso, apático e que não gostava de fazer nada. Com isso fui perdendo muitos anos de vida.
Venho fazendo tratamento, já tomei quase toda classe de medicamento possível, tudo sem resultados. Já fui por diversas vezes a psicólogos mas não fazem nada. Tudo foi em vão e só perdi ainda mais tempo.
Hoje eu tenho 27 anos e perdi completamente a minha vida. Você que está lendo pode até dizer que ainda estou jovem e posso fazer muitas coisas, mas não é a mesma coisa. Eu não posso vivenciar o que é ser uma criança brincando com os amigos, um adolescente namorando, um adulto jovem fazendo pesquisas na faculdade, estágio, iniciando uma carreira. Eu não posso vivenciar nada disso. No máximo eu posso vivenciar o que é ser uma pessoa mais velha "correndo atrás".
O que me resta nessa vida? Vivi a vida toda como um animal de estimação sem nunca fazer nada. Eu não tenho o que fazer ou pra onde ir. Você que está lendo isso deve ter dificuldades pra entender o que é o completo vazio. Esse vazio nos destrói por dentro até que ficamos igualmente vazios, carcaças ambulantes e sem vida. Eu nunca vivi.
O que farei não será um suicídio, pois só morre quem está vivo. Eu já morri há muitos e muitos anos, só esqueceram de me enterrar. O que farei será apenas finalizar essa tarefa.
Se você que está lendo isso tem sinais de depressão ou se identifica com qualquer coisa que escrevi, não deixe que a depressão destrua a sua vida também. Procure e faça todo tipo de tratamento que puder, enquanto é tempo.
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2020.07.18 08:30 rafaspbarbie A AMANTE.

Oi genty, povo tudo vocês, Lubisco, gatitas, editores, turma, galero, convidado não por que né QUARENTENA, mds to nervouser. Essa história é a história de como eu virei a amante de um cara. Como é uma história anônima, vou mudar os nomes tudo. Se preparem pois ela é looooonga
Bom, em meados de 2016, tinha voltado a estudar na Tijolinhos (nome fictício de uma escola particular em Brotas-SP) depois de repetir de ano e tal. Lá conheci a Joséfa, que virou minha melhor amiga pra vida (ou não, né?), e desse rolê todo boa parte foi culpa dela (TÔ DE OLHO JOSÉFA). Um lindo dia na escola, tava eu lá, com vontade de fazer pipi, ou só me olhar no espelho pra ver o quão bonitona eu tava, e quando tava descendo eu vi ELE, Pablo, na sua escadinha de técnico de Wi-Fi, skksksksksks ele era lindimais (bom, eu achava né) e daí eu passei por ele, trocamos olhares bem calientes, mas ficou por isso.
Logo de noite ele me adicionou no SNAP, sim, snapchat. E trocamos muita ideia, ele era muito inteligente e a gente combinava em muitos aspectos, tava xonadinha. Depois de uns dias conversando com ele, o mesmo apareceu na escola de novo, E DAÍ QUE COMEÇA A MERDA. Estava sentada com Joséfa e comentei:
Na hora eu mandei mensagem pra ele falando um monte de coisa, que era um absurdo ele namorar e falar comigo daquela forma, insinuando coisas, falando pra gente ficar e tal e que eu seria só amiga dele a partir daquilo, AHAM.
Daí entra a parte importante da Joséfa na história. A doida nada mais nada menos me chamou pra fazer vôlei com ela, e eu fui, tinha dois horários, o das kids e dos adultos, íamos nos dois. Fomos no primeiro horário, e partimos pro segundo logo em seguida. Então tava eu lá, linda e plena mexendo no celular e daí a anta da Joséfa começa a dar risada olhando pra longe, eis que me vem à imagem de quem? PABLO. Ela já sabia que ele fazia vôlei, acho que ela queria ver o circo pegar fogo, MESMO. Ele me cumprimentou todo sem graça, mas sempre trocando olhares comigo do tipo "te quero" e eu me segurando pra não pular nele ali mesmo. A gente continuou conversando normalmente, mas havia um flerte sim, mesmo que muito inocente.
Mais pra frente, decidi chamar ele pra conversar, falar pra ele que eu estava gostando dele de verdade, combinamos de conversar depois do vôlei e ele me daria uma carona até a casa dele. A conversa foi basicamente os dois se olhando na maior vontade, eu falando que gosto dele, ele retribuindo, mas também falei que não faria nada em respeito a namorada, AHAM². Durante a conversa teve troca de carícias, muitos abraços, carinhos e olhos nos olhos. Quando íamos pro estacionamento pegar a moto dele, ele me levou para um canto escuro e tentou me beijar, mas dei um abraço porquê não tava me dando por vencida. Quando subimos na moto, ele me disse que ia passar na casa dele pra pegar o carro pois seria mais confortável pros dois (o que ia ser mais confortável hein, Sr. Pablo?!), mas que não era pra me preocupar pois não teria ninguém em casa... MAS TINHA! A família toda dele tava lá, mãe, padrasto, irmãos.. entrei lá com a maior vergonha, ainda tive que ouvir do irmão "quem é essa menina estranha?" Fui pro QUARTO dele, sentei lá na cama e fiquei um tempo ali absorvendo tudo, enquanto ouvia ele falando com a mãe sobre mim, "apenas uma amiga"... sei (foi exatamente o que a mãe dele disse, não tínhamos muita credibilidade). Fomos pra minha casa e ele tentou me beijar de novo, mas não rolou, ainda achava que não daria o gostinho pra ele.
Continuamos conversando e tendo uma relação bem inocente, e era muito bom, confesso. A gente ainda ia no vôlei, ele me dava caronas, era bem discreto e bom, como aqueles romances dos anos 50 que não havia nem beijo, o sentimento se mostrava em outras demonstrações, no carinho, no toque, nas conversas, nos olhares e era bem assim, me vendo por fora da cena, veria uma garota com cabelos aos ventos sorrindo na garupa de uma moto abraçada em um cara que a fizesse sentir o amor, o vento, borboletas no estômago uma primeira vez.
Eu, Joséfa e Pablo descobrimos que teria uma chuva de meteoros na madrugada de quarta pra quinta, nos animamos muito pra ir, mas no fim iria só eu e ele... era o que eu achava, né? (Só pra constar, não havíamos beijado ainda.) Bom, ele me buscou em casa, fomos pra casa dele buscar cobertores e nisso ele me deu uma camiseta (que eu tenho ate hoje) de unicórnio. Com isso ele me disse que umas pessoas iam junto, fiquei meio assim, mas se não tinha problema pra ele, por que teria pra mim? Só que essas pessoas eram o que? A FAMÍLIA DELE. Primos, tios, tia avó (que aliás, gostou muito de mim) muitos deles achavam que eu era a namorada dele mesmo, pois estávamos muito próximos já. Durante a chuva eu só conseguia olhar pra ele, muitas das vezes ele me fazia olhar pras estrelas (não é atoa que eu o chamo de "Sr. das estrelas"), esperando algum meteoro cair, mas eu não vi nenhum. Enquanto estávamos lá, com a família dele, a gente se acariciava, ele me dava selinhos e eu juro que podia ser só isso pro resto dos meus dias com ele, pra mim estava perfeito. Fomos embora, levamos um dos tios dele pra casa, nisso ele me pergunta se eu queria ir embora já, obviamente disse que não.
Fomos para uma parte onde dava pra olhar bem as estrelas, mas naquele dia eu tava cansada de olhar pra elas. Nós paramos o carro e, naquele momento tudo parecia em câmera lenta, de olhar um para o outro, como tirar o cinto e até na hora do (finalmente) beijo. Sim, naquele momento eu virei A Amante. O beijo foi incrível, tudo se encaixou, foi o melhor beijo da minha vida até hoje, tínhamos química, minha pele se arrepiava só dele me tocar, era tudo como um conto de fadas, só que sem a parte do príncipe encantado.
Eu vivia com ele, vivia na casa dele, assistimos vários filmes, passamos por lugares incríveis, daqueles que faziam a gente suspirar e não querer parar de olhar. Cada vez mais eu me apaixonava, ele me fez sentir coisas que eu nunca senti, me fez ver coisas que eu nunca vi, me fez me maravilhar com as coisas simples, como estrelas. Mas eu sempre ouvia dele que ele sempre era o coitado, de como a Jurema (a tal da namorada) era ruim com ele, das vezes que ela traiu ele, das vezes que ela o tratou mal, mas mal sabia Jurema o que ele fazia também, mal sabia ela o quanto eu me sentia mal por isso. Sempre coloquei na minha cabeça que não tinha motivos para trair, mas que eu me conformei com a situação, achei que, dessa vez, tava tudo bem, até porquê eu tinha ele, né?
Como o tempo, tudo se passava, ele me fazia promessas, me prometia terminar com Jurema, que seríamos felizes, ja estava enjoada de ser rotulada como A Amante, não só por mim, mas por ele, por Joséfa também (que passou vários momentos de vela entre eu e Pablo). Numa dessas fui até na casa da avó dele, joguei truco com sua família, beijei ele na frente deles, (um deles lembra de mim até hoje, fala comigo como se eu fosse a ex oficial dele kkkk). Numa outra saímos com um dos seus amigos, nesse dia descobri que a nossa música era aquela lá, a tal da Cataflor do Tiago Iorc, aquela que toda vez que ouço lembro do dia em que eu ouvi pela primeira vez. Esse tal dia estávamos eu e Pablo em sua casa quando ele recebe uma ligação do seu amigo falando que ele queria vê-lo, Pablo falou que estava com uma "amiga" e esse amigo, o Gerson, disse que tudo bem eu ir junto. Entramos no carro, cumprimentei ele, e logo ligamos o som do carro ouvindo Tiago Iorc num tom bem doce, todos cantando e, no momento que esta começou a tocar, ele segurou a minha mão e disse:
-Ok.
Nisso começa a letra, não era atoa que eu me apaixonei, um cara que disse que me daria todas as flores no mundo mas que nenhuma delas chegava a ter a beleza que eu tinha, que a natureza tentou imitar 'tamanha' beleza mas que falhou, pois não tinha como ter algo tão bonito quanto. Como eu não me apaixonaria? Eu também não sei responder essa.
Logo após um tempo, comecei a cobrar o término dele e ele sempre me dizia que era muito difícil, pois era um relacionamento muito longo (3 anos). Pois bem, um mês depois disso ele terminou, viajou pra cidade dos primos dele, foi em várias festas, beijou várias meninas e depois que voltou, me buscou em casa, fomos pra um dos "nossos" lugares, ele sentou comigo e me contou tudo, das meninas, de quem ele teria ficado, como que ele estava amando ser solteiro e tudo mais. A ficha não tinha caído, ele realmente estava solteiro, não devia mais nada à ex, mas ao mesmo tempo parecia que ele não devia nada à mim também, que o cara que falava aquelas coisas, me fazia sentir aquelas coisas e falava que era apaixonado por mim havia sumido junto com o término dele. E. ISSO. DOEU. MUITO. Ficamos naquele dia, mas eu fiquei extremamente desconfortável, cheguei em casa e chorei por horas, do tipo "será que aquele cara nunca existiu?". Nos afastamos cada vez mais, e cada dia que passava a única oportunidade de ver ele, eu não via.
Teve uma festa, a Semáforo, foram todos meus amigos, me diverti pra caralho, dancei por bosta e por fim, ele estava lá, fiquei com ele várias vezes, fiquei com a Joséfa também (pela primeira vez), demos um beijo triplo, ficamos por maior tempão juntos, até subi no colo dele quando ele tava deitado no sofá kkkk, hoje em dia isso é de boas, mas na época muita gente me julgou. Depois disso nos afastamos de vez.
Umas semanas depois, estava na aula de artes, (na qual a professora era madrasta do Pablo) quando a professora diz:
Olhei pra Joséfa na hora e fiquei muda, aquilo partiu mais ainda meu coraçãozinho. Mas o que não era pra ser, não ia ser, não é?
Bom, gente, essa foi a minha história. O Pablo continua com a Múmia, mas não adianta ter uma aliança no dedo DE NOVO, e ainda olhar pra mim com a mesma cara de apaixonado de antes, vir me seguir nas redes e ainda dar em cima de mim, TÁ PABLO??? VÊ SE APRENDE A RESPEITAR A SUA MULHER, BEIJOS.
Um beijo no core de vocês, espero que tenham gostado, xau.
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2020.04.24 22:31 desonradoimperdoavel Conflito Interno

Desde da infância sempre quis ajudar os outros, isso sempre foi visível, mesmo eu sendo tímido e envergonhado ajudava no que era preciso, mas, com o tempo isso foi mudando, e muito.
Sempre ajudei meus familiares com o que eles precisavam desde de pequeno, ir a feira com a minha avó comprar verduras, ir ao mercado e coisas assim, com o tempo isso foi mudando, diversos acontecimentos vieram, e agora, questiono se ainda sou alguém bom, ou apenas uma pessoa que usa uma máscara para esconder a real face. Tentarei contar em ordem da infância até os dias atuais, tentarei, já que alguns acontecimentos recentes estão mexendo comigo, e posso acabar me confundindo.
A alguns anos atrás tentei ajudar um colega, que veio ser um grande amigo, mas às vezes questiono um pouco a sanidade dele, ele estava chorando por ter perdido em uma luta no treino de judô, fui dar um apoio, e recebi em troca um grande soco no estômago. Fiquei um tempo sem falar com ele a pedido do diretor, ele veio pedir desculpas depois de um tempo. Depois de alguns anos descobri que ele tinha problemas de raiva.
Outro caso aconteceu com outro colega, que por pura maldade veio e me deu uma mordida no ouvido, não me lembro se doeu ou não, mas foi o suficiente pra eu revidar com um chute, os professores pediram pra eu pedir desculpas, sendo que ele começou, eu me recusei. Quem me contou sobre o acontecido foi minha mãe, já que eu nem me lembrava sobre isso.
Sempre ajudei uma colega de classe, eu gostava dela, e esse sentimento durou anos, até que ela me iludiu de uma forma que guardo com rancor até hoje (não quero entrar em detalhes), logicamente não demonstro esse rancor, mas o desconforto é enorme.
Estava tendo uma festa embaixo no apartamento aonde eu moro, eram amigos da minha mãe, e como ela foi, eu fui junto. Estavamos brincando de pique-pega ou algo parecido, até que uma garota foi sem olhar para os lados, e um carro pegou ela no meio da estrada, fiquei em apenas olhando, me sinto culpado até hoje, já que eu era o mais próximo, em distância, e poderia ter feito algo.
Depois desse, acontecimento nada de mais veio a ocorrer, mas eu sempre via notícias no jornal de assassinato, tráfico e esse tipo de coisa, pois era o que minha família via, e eu era obrigado a ver, e sempre me questionei: Os inocentes morrem, e os culpados vivem? Não é justo.'' Criança inocente eu era. E também, não era apenas esse tipos de pessoa que me deixavam irritado, pessoas que também faziam coisas horríveis nas sombras pra ter de tudo, tipo político, mas, esse tipo de pessoa, consegue ser bem pior, irei contar mais a frente o porque.
Anos se passam, e quando eu vejo, eu sou o mais solitário possível, quase sem amigos, 4 ou 5 amigos no máximo, deixei de ser convidado a festas de antigos amigos, não tinha mais voz, já que, quando tinha trabalho em grupo, me colocavam em um e dane-se, o diretor dava uma olhada na composição dos grupos, e sempre havia uma panelinha, ele perguntava se estava bem naquele grupo, e pra não ser olhado de uma forma desconfortável e ser espancado de palavras dizia que: sim, estou bem aqui. E internamente, isso não era verdade.
Passei a sofrer uma espécie de bullying, era chamado de cabeção, também era chamado de China por um amigo, não era desagradável, também era chamado de Japa, que veio a ser um apelido no qual aceitei com o tempo, mas o cabeção, esse sim, era sim era desconfortável. Era visível no meu rosto que não gostava do apelido, era chamado assim pelo grupo da bagunça, no qual eu fazia parte, eu estava deslocado no momento, não me encaixava em lugar algum, e o grupo da bagunça parecia ser agradável, PARECIA, até que um certo dia ouve uma agressão física de um dos bagunceiros em uma das '' brincadeiras '', esse aluno, já tinha feito algo comigo a alguns anos, enfiando a po*[email protected] de um ponta de lápis pontudo no meu nariz, o caso foi levado ao diretor e posteriormente aos pais, ele não levou suspensão e muito menos expulsão, mas seu pontos de hábitos e atitudes foi zerado, e por incrível que pareça, quando eu fui no dia seguinte para sala de aula, não só os alunos bagunceiros, no qual eu já esperava, alguns outros alunos me olhavam de cara feia, fiquei com ódio no coração e queria gritar de raiva, mas não conseguia, então segui normalmente aquele ano, na esperança de o diretor me mudar de turma, e foi em vão, tive de aturar eles por mais 1 ano.
Acabei sofrendo de amor novamente, tolo novamente. Uma garota que era bem mais baixa que eu, ficava cantando k-pop no meu ouvido toda vez que tinha aula de educação física, no começo foi desconfortável, mas depois me acostumei, e quando ela não cantava me sentia sozinho, às vezes eu ia lá encher o saco dela, eu me sentia bem com ela, até que descobri que ela ia ir para Portugal, meu coração parou por 3 segundos, me senti profundamente triste, tive de seguir em frente, sem poder dizer o que sentia, o universo é capaz de nós atingir de uma forma imensurável, foi o que aprendi naquele momento. Recentemente soube que ela estava namorando, isso me atingiu, não sei porque, mesmo depois de 2 anos, isso me atingiu, fiquei triste por 1 mês inteiro.
Acabei por reascender antigas amizades, o que foi bom para mim, para minha saúde mental, que naquele momento estava péssimo, me sentia só e queria desistir de tudo, mas eles me deram um pouco de esperança.
Em algum momento acabei por refletir sobre mim mesmo, e vi que, não estava ajudando ninguém, pelo contrário, estava atrapalhando. Meu melhor amigo ( o cara com problemas de raiva) perguntava se eu estava bem, já que ele acompanhou certos acontecimentos bem de perto, menos os que eram fora do colégio, ele e os meus antigos amigos iam falar com diretor sobre minhas condições mentais, que estava instável, uma hora ficava triste, outra com raiva, e a que menos aparecia era a de felicidade. Soube que eles estavam falando sobre mim pelo próprio diretor. Fiquei com raiva deles, mas, principalmente de mim, como pode alguém que sempre quis ajudar os outros, trazer preocupações para outros? Patético. Nesse momento vi que não estava ajudando ninguém, e meu sentimento em relação a isso começou a atrapalhar, não só no colégio, mas também, em casa.
Minha mãe, sempre foi estressada, e sempre reclamava das minhas notas, que admito, eram péssimas, mas o tom no qual ela falava, me deixava deprimido por 2 ou 3 dias, bem, isso antigamente, agora quando ela fala assim comigo, a única coisa que consigo sentir é raiva, eu sei eu sei, não se pode sentir raiva da mãe, mas, ela nunca NUNCA EM MOMENTO ALGUM me chamou pra sentar de forma calma, tento argumentar com ela, mas ela sempre diz: ESTÁ ME RESPONDENDO? Não sei se após ter um filho o adulto fica louco e acha que tudo é reclamação, mas, sempre ela falava isso.
Agora sobre as pessoas que fazem para ter de tudo nas sombras, bem, eu conheci alguém assim, e foi uma experiência de se levar pra vida. Era uma garota linda por fora, mas por dentro, o negócio era mais escuro que maçã podre. Ela iludiu um garoto por 3 anos só pra se aproximar das amizades dele, se relacionou com 2 garotos populares e depois de 1 anos terminou, e ainda iludiu meu outro melhor amigo, quase que entrei nessa, mas por sorte, esse meu amigo me avisou e rapidamente sai dá furada. Tenho certeza que os pais são iludidos também, fizeram uma festa de 15 anos belíssima, no qual eu fui convidado assim como outros, ela chorou e etc e etc, fiquei tão envergonhado de ver alguém manipuladora encenar daquela forma, que fingi estar um pouco mal, e ficar no meu canto. Tenho contato com ela até hoje, mas raramente ela puxa assunto, já que eu me recuso a mandar algo.
Depois tive uma irmã, e, meus amigos, minha vida virou de cabeça pra baixo. Ninguém me da atenção quase, só o meu avó e minha avô, minha mãe ela vem só pra puxar o saco de todo mundo e falar '' tô sem dinheiro e meu marido precisa rodar'', e ainda usa minha irmã como arma, PQP, fiquei tão irritado, que nem falo mais nada com a minha avó, deixo ela decidir se vai ferrar ainda mais com a saúde dela, porque minha mãe só traz problemas, essa é a verdade, POR EXEMPLO: FERRAR COM A PORRA DO ESTÔMAGO COMENDO COISA QUE NÃO DEVE, JÁ QUE ELA FOI AO MÉDICO E ELE RECOMENDOU NÃO COMER NADA GORDUROSO, MAS NÃÃÃÃO, COME DO MESMO JEITO E CULPA MINHA AVÓ E DANE-SE. TIVE DE SEGURAR ELA PRA ELA NÃO SE MATAR, PORQUE ELA DISSE QUE IA METER UMA FACA NA BARRIGA. AQUILO MEXEU COM O MEU PSICOLÓGICO NAQUELA NOITE.
Conheci o personagem Midoriya de My Hero Academia, e rapidamente gostei do personagem, queria ser igual a ele, mesmo quebrando o corpo por completo, ajuda os outros, mesmo que isso seja dar a própria vida, mas, não consigo, toda vez que tento ajudar sou jogado de lado logo depois, sou tratado como alguém descartável, e isso está me enchendo de fúria e raiva.
Eu quero ser alguém bom, mas, simplesmente não vejo outra alternativa e ser um cara irônico a todo momento, ignorar os outros e seguir a vida do modo FODA-SE tudo e todos. A única coisa que queria agora, era ter um momento de paz.
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2020.03.13 08:58 KawaiNee Fui babaca por desapontar minha mãe por querer apenas me proteger?

Preciso de opiniões para encontrar um rumo, talvez esse post seja capaz de mudar meu comportamento pra melhor pois não estou aguentando mais essa dúvida.
Minha vida mudou após a chegada de José (nome fictício) na minha família. Ele a princípio é ou ainda é (gera dúvidas) amigo da minha mãe. Ele veio a morar conosco na casa do fundo com o motivo de ter sido enganado pela esposa e traído pela mesma, sofrendo um baita golpe e perdido tudo (isso era verdade) todos nós queríamos ajudar (minha família é prestativa e não nos importamos de ter a presença dele conosco)
Flashback momentâneo: Eu conheci o José um pouco antes dele morar com a gente, ele era um cara legal e aparentava ser o único amigo leal da minha mãe, ambos trabalhavam juntos e minha mãe confiava nele cegamente. Vê-lo me deixou um pouco insegura naquele dia de mudança, parecia que algo muito... Muito... MUITO RUIM iria acontecer, sendo o meu pior erro ignorar esse mal presságio.
Se passaram meses até finalmente eu me acostumar com a presença de José, ele era quase da família e não nos importávamos de ter a companhia dele aqui conosco todos os dias na ausência do meu Pai, ele nos ajudava com inúmeras coisas e me ajudou na época de depressão (problemas escolares) e me ajudou a superar isso e partir para outra escola (do qual eu amo de paixão) tudo estava tranquilo e razoável até as coisas mudarem bruscamente. Ele era alcoólatra e isso nunca foi um segredo, todos nós sabíamos disto mas até então aparentava ser apenas um alcoólatra sociável, no entanto eu estava duramente enganada...
Conforme foi passando o tempo José foi ganhando espaço e poder na minha casa, assim que meu pai saia para trabalhar parecia que ele tomava o poder Celeremente. Ele não só conseguia espaço e poder na casa, mas como também nas nossas vidas. Mostrando quem ele realmente era.
Eu e minha irmã perdemos a liberdade por inteiro. Não podíamos jogar, assistir animes ou qualquer outro tipo de desenho, não podíamos fazer nada que gostávamos pois já era motivo para brigas, a desculpa dele era que tínhamos hábitos ruins e que as coisas que gostávamos e fazíamos eram coisas de "retardado" e que não conseguiríamos nada na vida gostando dessas coisas. Ele era muito manipulador e até mesmo mentia para minha mãe para ela se virar contra nós e fazê-la obrigar ambas a cumprir com o que ele mandava. A desculpa dele é que meu pai era irresponsável por nos ensinar a gostar deste tipo de entretenimento e que devíamos estudar mais (quem me dera se fosse apenas estudar) limpar casa, fazer almoço e jantar, alem de fazer tudo que ele mandar e deixar ele fazer tudo que ele quer, na hora que quer e quando quiser, sendo a preferência dele a prioridade.
Nesta época o tempo da escravidão havia voltado pelo visto, não tínhamos espaço e nem liberdade para nos divertir, tínhamos que ser robôs e estudar loucamente.
Sou uma pessoa relutante e odeio quando me obrigam a fazer coisas que não quero ou que não acho certo, essa minha atitude apenas piorou minha situação. Ele provocava minha irmã até ela chorar e desistir de se divertir (olha que ele é um homem adulto e ela apenas uma criança.) Era costumeiro ele me ofender publicamente e dentro de casa (xigamentos que obviamente não vou citar) ele era extremamente machista, uma pessoa tóxica de mente muito fechada, era cruel e incompreensível, além de ser desumilde. Nos torturava psicologicamente na ausência de todos, e quando tentávamos contar para nossa mãe ela nunca acreditava em nós, e se acreditava, sua ideia mudava rapidamente com algumas mentiras dele.
Como se não bastasse toda essa situação, ele usufluia do dinheiro do meu pai e da minha mãe (sendo que meu Pai nem sabia desta nossa condição) ele era egoísta e só pensava nele mesmo, podíamos estar morrendo de fome, ele sempre preferiu comprar uma lata de cerveja do que uma mistura para o jantar. Esse meu ódio foi crescendo a cada dia que passava, eu perdi a noção do que é dormir ou de como era o silêncio, me tornei uma pessoa hostil e sempre ficava na defensiva para com todos, estava com medo o tempo todo e apenas queria ficar longe de casa, não queria voltar para lá e muito menos ver minha mãe ou ele, eu apenas voltava pela minha irmã, pois assim eu poderia defender ela, mas na verdade nem eu estava conseguindo me proteger direito, não sabia se eu iria suportar mais um dia daqueles, tudo parecia um pesadelo que não tinha fim, eu me sentia traída pois minha mãe havia mudado pra pior, não era mais a mesma mulher que eu admirava, eu me sentia sozinha e infeliz. Tudo foi apenas piorando e me tornei uma pessoa doente, fria, além de desconfiada e fechada. Não confiava em ninguém e nunca queria me socializar com ninguém.
Esse demônio tentou de tudo fazer minha vida um inferno e conseguiu, por causa dele quase perdi pessoas (incluindo meu namorando, que na época era meu melhor amigo e me ajudou MUITO nessa época), me fez ficar contra minha mãe e me deixou numa saia justa, pois eu era constantemente ameaçada por ele e por minha mãe a não contar para o meu pai o que acontecia em casa, estava farta dessa injustiça e estava começando a considerar a fazer uma loucura. Estava confusa e não sabia o que fazer, apenas queria paz e sair daquela situação.
Um ano de sofrimento e o pior aconteceu, minha irmã sofreu um acidente de carro ocasionado pelo José, ela quase morreu e só não morreu por muita sorte. Nunca vou me esquecer da imagem de ver minha irmã em prantos, sangrando e agonizando de dor (isso foi no centro da cidade, na esquina da minha escola. Quando fiquei sabendo pela boca de outros corri na hora pro local) quando cheguei em casa chorei de agonia (choro de berros) estava com medo, medo de perder minha irmã por culpa desse idiota... Tive que passar pelo difícil momento de contar ao meu pai sobre o acidente e estragar o dia de trabalho dele. Quando ele chegou ficamos esperando pela chegada da minha irmã, assim que ela chegou meu Pai a abraçou em choros (nunca tinha visto meu Pai chorar, foi a primeira vez e foi um choque) ele estava em pânico e não parava de chorar, a pobre da minha irmã estava lotada de curativos e pontos na cabeça, além de marcas e dores pelo corpo, me admira ela ter sobrevivendo daquilo. A única coisa que José e minha mãe falaram foram: "Foi só um arranhão." Como justificativa.
QUE RAIO DS MÃE É ESSA? Minha mãe não chorou, não demonstrou NENHUM sentimento. Isso estava ficando longe demais e eu tudo isso foi por culpa minha. Fiquei com raiva e meu pai também, foi uma briga intensa e nestes dias a família ficou muito dividida.
Não quero contar tudo, mas nestes dias houve muitas brigas e humilhações, sendo até caso de polícia e ameaça de morte, muitas coisas aconteceram após o acidente que apenas pioraram. Houve agressão da minha parte e do meu pai, uma briga generalizada...
Hoje em dia José está numa clínica de recuperação e minha mãe o visita em segredo. Ela continua falando bem dele e o defendendo com unhas e dentes. Ela mostra não se importar com os sentimentos da família e está sendo egoísta, do qual Aparentemente, possui atração pelo José (que está mais do que óbvio, menos para meu pai que ainda não percebeu)
Minha mãe se tornou uma pessoa muito hostil e agressiva, vive falando dele até hoje em qualquer momento em qualquer lugar. Nunca vi mulher gostar tanto de um homem tão rebaixado que vivia maltratando tudo e a todos, principalmente suas filhas. É Deus na terra e José no céu.
Isso é mais do que nunca o estopim das nossas brigas e atualmente não temos uma ligação agradável, não confio nela e sinto que fui traída e não reconhecida por isso. Meu pai pode ter os defeitos horríveis dele, mas ele defendeu sua cria quando foi necessário. Minha mãe por amor e fantasias permitiu que ele fizesse tão mal e deixasse uma ferida enorme em nós. Sou dura com minha mãe e não fico mais calada perante suas grosserias, ela não tem o direito de me exigir nada, já que ela está sendo muito hipócrita e desumana, ela continua não respeitando meu tempo e obriga minha irmã e eu a perdoar o José (a força, dá pra acreditar? Não ficaria surpresa se ela me colocasse uma arma na cabeça) ela tenta nos convencer do contrário o tempo todo, lógico que não caímos nessa (além do fato de sempre falar dele, pra qualquer pessoa, em qualquer lugar e qualquer hora. Não tendo mais assunto) eu e minha mãe perdemos a amizade, admito ter falta da minha antiga mãe, uma mulher que mesmo brava e impulsiva me amava e guardava meus segredos, além de sempre estar comigo pro o que der e vier.... Estou chorando enquanto escrevo este texto pois sinto que eu a perdi pra sempre.
Esse foi o resumo da minha situação (ainda tem MUITA coisa, só pra ter noção do quanto de B.O que eu e minha irmã enfrentou. Isso que eu escrevi aqui não é nem 5% do que passamos. Só não coloquei tudo para não ficar tão cansativo. )
Comentários: Estou confusa pois algumas pessoas opinaram sobre.
Alguns dizem que eu estava errada pois querendo ou não, ela é minha mãe, independente do que ela faça tenho que respeita-la, e que meu comportamento foi errado e infantil.
Outros dizem que eu estava apenas me defendendo de pessoas tóxicas. Que não merecia passar por isso em troca de alguns mimos para minha mãe. Dizendo igualmente que minha mãe NÃO teve atitudes de uma mãe, e que ela esta péssima em cumprir com seu papel maternal.
Minha opinião: Sobre tudo que eu passei não acho que seja egoísmo uma pessoa se preocupar em proteger a própria saúde emocional e psicológica. Na minha opinião, sendo família ou não, ninguém merece sofrer com pessoas tóxicas. Só por que é família não significa que estes possuem o direito de nos fazerem mal, de que se deve abaixar a cabeça e aceitar de bom grado o que é nos dito. Sei que cometi erros mas sou uma pessoa traumatizada e estava com medo e confusa, estava entre a cruz e a espada e continuo neste mesmo estado. Minhas reações são de uma pessoa desesperada por paz e tranquilidade. Eu só quero minha mãe de volta.
Conclusão:
Estou sendo babaca por ser tão dura com minha mãe e de possuir agora essa personalidade tão gélida?
Tomem liberdade para julgar...
Ou
Ou
Ou
INFO (Faltou informações.)
Desculpem tomar o seu tempo com o meu desabafo... Me sinto muito sozinha e não tenho com quem desabafar. Preciso de opiniões exteriores para tomar uma atitude positiva em relação a isso...
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2020.03.06 02:14 dlfinches Começar um relacionamento antes de mudar de país.

Acabei de vir morar em outro continente e mal tenho conseguido focar no aqui e agora.
Cinco semanas antes de me mudar comecei a sair com uma moça, ela é sensacional. Sensível, cheia de ternura, extremamente inteligente, antenada, linda, eclética e com um nível de inteligência emocional raro.
Nessas cinco semanas nós passamos muito tempo juntos, todos os finais de semana e algumas vezes durante a semana também, passei quase duas semanas na casa dela, enquanto preparava documentos para ir viajar.
O nível de sintonia que a gente teve é de outro mundo. Nossos encontros, nossas conversas à noite, as madrugadas em claro, a troca de mensagens, os telefonemas, a química... ahhh foi sensacional.
Nos conhecemos tão intimamente, dividimos tantas coisas: desejos, perspectivas, medos, inseguranças, traumas...
Na segunda semana ela deixou meio claro que estava sentindo coisas bem fortes por mim, na terceira semana já tínhamos dito que nos amávamos. Na quarta estávamos namorando.
Foi uma coisa tão intensa e profunda, mas não consigo descrever mais tanto porque teria que olhar as mensagens que trocamos e relembrar me dói muito agora.
Ambos temos mais de 25 anos e experiências com outros relacionamentos de longo prazo. Mas é tão intenso que sempre que nos conversamos, não conseguimos não falar e pensar sobre um futuro juntos. Mas é difícil. Antes de vir para a Europa eu não pensava em voltar, agora eu quero só fazer a faculdade e voltar, por um milhão de motivos, e ela com certeza é um deles (ela não quer acreditar que eu quero voltar depois do curso e que estou concretizando meus planos para isso, talvez ela sinta que estaria voltando só por causa dela).
Mas a distância atrapalhou tudo. Nós dois temos questões pessoais que precisamos resolver individualmente. Nos jogamos de cabeça e tudo nessa relação, ignorando nossos “avisos internos” e as dificuldades que a distância traria. Isso tem cobrado um peso enorme nesse um mês que estou aqui. No último sábado ela pediu um tempo e que não conseguiria ter um relacionamento à distância agora (ela recém saiu de outro), e eu concordei porque estávamos nos auto negligenciando muito e as nossas questões pessoais pioraram um tanto.
Me tornei um estranho para mim desde que cheguei aqui, parecia que tinha esquecido todas as lições da vida nas minhas primeiras semanas. Tenho voltado a ser eu, pouco a pouco, e consegui ficar alguns dias sem sentir uma angústia esmagadora.
Estou tentando não me perder em memórias, quero processar esse luto direito e voltar a ser um adulto normal.
Às vezes consigo até me sentir feliz por estar construindo meu futuro, por ter chegado num momento da vida em que pude conhecer essa mulher e conseguir construir algo.
Mas agora não sei o que será desse algo. Preciso focar em mim por enquanto. E preciso reajustar a distância entre meu desejo e minhas expectativas. Mas por Deus... essa mulher é a pessoa mais incrível que eu conheci.
Eu queria que ela escolhesse meu país para ter a experiência internacional que ela almeja.
Ainda existem muitas coisas que podem dar certo e muitas coisas que podem dar errado. Mas por enquanto preciso respeitar o tempo dela e o meu próprio. E aceitar a incerteza do futuro e processar meu luto.
Obrigado a quem leu, pela paciência. E desculpe se algumas partes ficaram confusas, minha mente anda cansada demais para fazer sentido. Só sei que não consigo manter tudo isso dentro de mim.
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2019.06.10 06:30 lcsmrs6 Sou um incel, mesmo que não concorde com as ideias difundidas por eles, como a misoginia?

Estou perto de completar 20 anos e ainda não tive relações sexuais. Quer dizer, se formos considerar relação sexual como a penetração - o que ela é, de fato - ainda sou. Embora já tenha tido uma tentativa não concluída. Aos 12, fui para a cama com uma garota... eu tinha doze; e ela, treze. Enfim, tentamos praticar o ato, mas não chegamos ao fim porque minha mãe estava ao lado e estávamos com medo de sermos pegados ("pegos") com a boca na botija. De lá pra cá já rolaram alguns "pegas", sim. O último foi há bastante tempo, em 2015. Eu tinha quinze anos e fiquei com a minha vizinha. Mas nada de sexo, só beijos. O que aconteceu comigo foi que, em 2016, apaixonei-me perdidamente por uma garota, a qual fazia ensino médio comigo, a ponto de ficar sempre imobilizado ao vê-la, sem agir. Eu era muito, digamos, besta. Declarei-me para ela... não cheguei a dizer que a amava, pois penso que isso deve ser usado com muita seriedade, mas perguntei se havia possibilidade de rolar algo entre nós dois. A resposta foi "sim". Fiquei felicíssimo, mas o problema é que a partir daí não consegui fazer mais nada, não sabia como agir (e acho que sempre ajo assim quando gosto muito da pessoa). Eu simplesmente não sabia o que fazer diante da felicidade em saber que a possibilidade de rolar algo entre nós dois era real, segundo ela, mas não agi. Um mês depois, ela estava namorando com um colega de classe. Eu já disse que gostava muito dessa garota? Eu, na verdade, acho que a amava (ou talvez ainda o faça), embora nunca tenha dito isso a ela. Mas, sabendo desse namoro, a única coisa que eu sentia era tristeza profunda - melancolia. Ainda fui atrás, tentei bancar o durão e discutir, mas nos desentendemos e ela me humilhou (talvez com razão), o que só contribui com o agravamento do meu estado emocional. Isso já faz três ou quase quatro anos, mas ainda me balança... tive de passar o resto do ensino médio, que acabou recentemente, vendo, com outro, a garota que já mais gostei.
E se aproximando mais do título do tópico, quero dizer: faz muito tempo que não me relaciono com ninguém, simplesmente porque não tenho o mínimo de autoestima pra achar que alguém vá se interessar por mim, estou com com medo de morrer só (visto que estou quase completando 20, adulto), sem me relacionar com alguém. É um círculo vicioso: entristeço-me por não achar que alguém vá se interessar por mim, trancando-me em casa e não "querendo" conhecer ninguém. Só queria saber se, na opinião de vocês, sou um celibatório involutário. Isso é muito triste.
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2019.03.14 19:50 Multi-Skin Me ajudem, eu só quero que alguém leia sobre minha vida, eu to cansado de não ter voz. (Eu digito toda semana aqui, mas sempre apago antes de postar)

Eu (22~33 M) sempre fui uma criança quieta, as outras debochavam de mim por eu ser alto demais e desengonçado (puberdade precoce). Por não ter dinheiro as outras crianças não queriam brincar com o garoto sem brinquedos legais.
Me apelidavam de bunda-mole por conta do meu corpo, foram centenas de dias que as crianças da vizinhança passavam na frente de casa e gritavam isso.
Meu pai nunca ligou, pra ele era tudo besteira, principalmente os jogos, quadrinhos e desenhos que eu via enquanto passei minha infância e adolescência sendo um pai pra minha irmã. Ela cresceu pra ser bem problemática, mas sei que fiz meu melhor como uma criança cuidando de uma criança. Cozinhei, penteei o cabelo dela, ajudei com os deveres, brinquei, limpei a casa, dei minha infância pra ela poder ter uma .
Eu acabei introvertido não por opção, isso me afeta até hoje, eu quero atenção, mas não quero atrapalhar ou sentir que alguém está incomodado.

-----Primeiro trauma-------
Aos 8 anos de idade meu pai me obrigou a fazer parte dos escoteiros, queria que eu fosse como as outras crianças, que brincasse mais com os outros, ele me olhava e falava de um jeito que me dava certeza que ele iria me bater se eu não fosse pra lá.
Foi lá, em um acampamento que acontecia longe da cidade uma vez por ano, que um rapaz mais velho (acho que 11 anos) ficou rindo e apontando pra mim enquanto eu tomava banho no final da tarde(o chefe dos escoteiros me obrigou assim como outros garotos).Eu demorei pra sair pois não queria que ninguém me visse, quando eu achei que estava sozinho ele jogou minhas roupas no lixo de fora e me trancou nesse banheiro. Ninguém veio me procurar até a hora da madrugada, foi quando um velho abriu a porta e abusou de mim. Quando amanheceu eu peguei minhas roupas do lixo e fui pra onde o grupo estava, ninguém sentiu minha falta.
Eu demorei quase 20 anos pra contar isso pra alguém, pois eu achava que meu pai ia me bater.
Meu pai ficou muito bravo e debochava de mim toda vez que me via vendo desenho, jogando games ou fazendo algo que não envolvia outras crianças, ele mesmo me chamava de bunda mole.
-----Meu pai sendo babaca pra variar----Uns meses depois eu estava com 9 anos e ele me colocou em aulas de natação, eu amava demais, meus antepassados todos tinham algum histórico com natação, eram medalhas de campeonatos ou eram marinheiros e isso me dava muito orgulho. Semanas depois eu estava a sair da piscina quando o mesmo rapaz dos escoteiros chegou até a beirada e ficou rindo de mim. Eu nunca mais voltei lá e nunca expliquei o por que. Meu pai teve um ataque cardíaco de tanto me xingar gritando.
Desse ponto em diante ele acostumou a me chamar de cavalo e chamar de merda tudo que eu fazia e ele não gostava.
Quando tinha 10 anos por problemas respiratórios (já fiz 3 cirurgias e meu sistema respiratório ainda consegue puxar apenas metade do ar que uma pessoa puxaria na respiração) e o doutor perguntou se eu praticava esportes, eu falei que gostava muito de andar de bicicleta, meu pai me cortou e debochando falou "esse daí? só se for pra exercitar os dedos no 'joguinho'". Essa fala dele tinha sido a mais carinhosa em meses, isso soou ainda mais doloroso pra mim.Anos se passaram e ele sempre falava isso pra todo mundo. Perguntavam como eu estava e ele respondia "só nos joguinhos", ignorando se a pessoa tinha perguntado das minhas notas, da saúde, da felicidade. Eu joguei ainda mais, não queria ficar nem perto da sala onde ele ficava vendo TV depois do trabalho.
-----Pai babaca, a saga continua---------
Passei um ano internado em um hospital que ficava em outra cidade pra tentarem identificar a razão e perigos do meu crescimento, eu tinha 11 anos, mas com corpo de adulto. Me lembro de chorar muito quando não recebi visitas no dia das crianças e vi apenas minha mãe no meu aniversário. Meus pais trabalhavam demais pra nos sustentar, eu sempre apreciei isso.

Com 11~13 anos comecei a me soltar de novo, minha irmã me convidou num dia qualquer pra sair um pouco da frente do PC pra andarmos de bicicleta. Eu deixei um jogo baixando, era Pokemon Sapphire pra gameboy advanced, e fomos pedalar.Foi bem divertido, mas depois de algumas voltas a chave de casa estava caindo do meu bolso, no que eu fui segurar a minha bermuda engatou na bicicleta e eu rolei morro abaixo, batendo com a nuca no meio fio. Minha irmã foi chamar meus pais, eu estava sentado, sem falar nada, com uma camisa totalmente vermelha, já que o sangue tinha coberto cada pedaço da camisa branca que eu usava.
Até hoje eu não tenho memória disso, mas me falaram que eu entrei no carro do meu pai e fomos até o hospital, falei normalmente e tudo mais.Minha memória tinha ficado muito bagunçada por conta do corte e da pancada que por poucos centímetros não tinha pego o cerebelo.Felizmente não sentia dor, mas não me lembrava dos rostos de ninguém, era algo que demorou um mês pra normalizar, fiquei internado por uma semana, meu pai não acreditava nisso e só falou"Se você tá com problema de memória, qual o jogo que você deixou baixando?"Eu respondi corretamente e ele assinou os papéis pra sairmos de lá.

-----Minha liberdade e minha mãe---------

Eu me fechei ainda mais e passei o tempo estudando e jogando, recebi vários prêmios de aluno exemplar durante todo o período escolar.
Em paralelo minha mãe que era meu exemplo de vida, uma pessoa certa, calma, gentil, um ser humano divino.
Com 16 anos saí de casa pra estudar em uma federal, eu sentia nojo de receber ajuda dele, mas pelo menos tinha minha liberdade. Minha mãe era muito preocupada e me ajudou muito a encontrar um lugar perfeito, um lugar meu.Eu senti o gosto da vida pela primeira vez, consegui uma namorada e perdi o foco na faculdade, minhas notas foram péssimas.
Meu pai me ligava frequentemente pra cobrar o acesso ao sistema de notas, me xingava pelas notas baixas.Ela percebeu e começou a falar que eu precisava estudar pra ir junto com ela fazer intercâmbio. Eu me esforcei ao máximo, estava melhorando aos poucos.
-------Segundo trauma e depressão--------
Resolvi trazer ela pra conhecer meus pais. Meu pai a odiou por ela ser um pouco acima do peso. Grampeou todo o computador dela e pegou fotos de outro cara que ela me traia quando ia visitar a família dela, nada NSFW, só ele sem camisa. Ele não a afrontou, mas me mostrou tudo. Eu não acreditei, falava que era só amigo. Ele chegou ao ponto de mostrar a gravação de áudio que tinha feito escondido com um gravador de nós dois transando, falando que ela só falava que me amava mais que tudo quando estávamos transando.
Essa coisa toda me deixou enojado e voltei imediatamente pra faculdade. Lá contei tudo pra ela, que ameaçou processar meu pai por invasão de privacidade. Depois de muita conversa continuamos juntos.
Eu peguei um voo que custava o valor que eu tinha pra comida do mês, só pra poder fazer uma surpresa de aniversário pra ela. Fui bem recebido, passei uns dias na casa do irmão dela.
Depois de um tempo ela se abriu pra mim e falou que não só me traiu, mas como também desde pequena transava com o próprio irmão e o cachorro dele. Eu duvidei, mas ela me mostrou mensagens e fotos, vomitei na hora, sujei todo o chão, só me lembro dela atravessando a rua uns minutos depois e falando que estava com medo, eu estava em fúria não só por ela, mas por tudo que já passei.
Eu não sei o que deu em mim, algo quebrou dentro da minha cabeça, sentia vontade de me lavar, me sentia sujo, não aguentava mais se fuder a esse nível, ao mesmo tempo não sentia nada.
Desenvolvi depressão profunda, a linhagem da minha mãe tem tendências a depressão extrema, mas era tão profunda que passou do ponto de querer se matar, eu só vivia, não sentia mais nada. Pra piorar comecei a ter ataques de pânico constantes.

---------------Felicidade a caminho---------

Anos passaram, e através de um post sobre coisas geek no facebook encontrei a garota perfeita, ela morava na cidade vizinha, ficamos noivos mesmo depois que eu me mudei de volta pra minha cidade natal pra tentar fazer outro curso. Ela não veio junto e não me traía, era pura demais, acredito até que tinha síndrome de Peter pan, o mundo era muito fantasioso pra ela. Ela vivia como uma adolescente na casa dos pais, nunca saía de noite, não gostava de festa ou bebida. Eu chegava a incentivar ela a tentar sair com outra pessoa, pois não achava justo que ela ficasse ligada a mim com toda essa distância. Ela sempre disse não a isso, sempre falávamos por video depois do trabalho e antes de dormir (ela trabalhava até tarde em um shopping longe da cidade).
--------Terceiro trauma---------
Ela me deu muito apoio mesmo quando minha mãe me contou o motivo de estar cada dia mais estranha, ela se dopava de remédios por ter depressão e ter traído meu pai com um cara que passou aids.Meu chão caiu, a única pessoa que eu ainda confiava cegamente não só como amiga, mas como exemplo a seguir, traiu a confiança do meu pai. Ele que era um animal deu todo apoio e sempre se manteve no lado dela. A situação de virtudes, valores e ações tinha se invertido, meu pai era quem tinha feito o certo. Isso nunca me desceu a garganta, mas foi a última gota pra eu entender que todo mundo é humano, comete erros, sem exceção.Foi nessa época que eu tive que aprender que não podia deixar minha mãe sozinha, foram várias tentativas de suicídio.

-----------Ato final, nada muda---------
Eu mesmo cometi um erro e me envolvi com outra pessoa sem contar pra minha noiva, ela sabia que eu precisava de muita atenção e ela propôs um relacionamento a três, deu muito certo e durou uns 2 anos.
Nos separamos no aniversário de namoro apesar de ter certeza que ela era a pessoa da minha vida, eu cometi o erro de cobrar demais dela, exigir visitas mais e mais constantes, estava me tornando chato e forçando ela a se mudar, abandonar a família que vivia em outro estado.

Não senti que era certo continuar com a terceira pessoa, pois as coisas só lembrariam de como era antes, eu me enterrei no trabalho e quando chegava em casa me dopava pra dormir.
Como minha irmã era grossa e não tinha muito papo comigo, minha mãe estava sempre dopada de remédios, cheguei pro meu pai e desabafei
"Pai, já vi minha mãe tentar se matar 5 vezes, na última eu ainda estava com a minha ex, mas estava depressivo, eu não sentia nada, eu vi minha mãe sangrando pelos pulsos, chamei uma ambulância e fui comer um sanduíche.Agora não estou com a pessoa que mais me apoiou na vida eu não consigo nem mesmo passar um segundo fazendo o que eu gosto.
Não consigo ler, não consigo ver filmes, não consigo nem jogar. Eu adoro meus jogos.
Eu só estou muito cansado da vida, não tenho propósito, eu só queria ter paz e ser amado por quem eu sou. Eu sei que tem coisas que são reflexo do que eu faço, mas tem coisas horríveis que acontecem comigo desde pequeno e eu não posso fazer nada pra evitar isso."A resposta dele foi "que bom, te falei que essa coisa de joguinho era só passageira".
Liguei o carro e saí.

...
Agora estou namorando alguém que a carreira gira em torno do social, odeia qualquer coisa geek.
Pra ela tudo que eu falo é drama, tudo que eu sinto é bobeira, tudo que eu preciso é fútil.É tóxico, mas eu preciso disso pra ficar com o pé no chão e não me deixar ser arrastado pela depressão, eu prefiro fazer de conta que tudo isso não é nada do que ficar me remoendo todo dia.
Ainda sim eu fico muito triste de perder o sabor das coisas que me faziam feliz.

Só minha mãe, em um momento de lucidez, ficou sabendo dessa história, toda semana eu digito de novo aqui e sempre apago tudo antes de postar.
EDIT:Obrigado pelos comentários dando forças, eu realmente precisava disso.Atualmente estou com a depressão bem controlada, mas precisava demais matar esse silêncio.Outro dado é que meu pai tem idade pra ser meu avô, por isso não sinto raiva, só fico indignado com pensamentos tão brutais.
Minha família é minúscula, não tenho tios ou avós vivos, isso gera mais ansiedade e stress quanto ao futuro, pois não tenho como dar suporte financeiro ou presencial suficiente pra minha mãe, pai, ou irmã caso aconteça algo com eles.
Eu ainda tenho dificuldade em ver que todos são humanos e que não posso ficar com medo das coisas ruins acontecerem.O pensamento de fracasso ou vergonha me aterroriza por conta de ter sido moldado na base de confiar em algo, acabar sofrendo e ainda por cima ser humilhado por estar sofrendo.
Por anos eu me cortava na parte interna das coxas pra ninguém ver, eu não queria chamar atenção, eu não queria morrer, eu queria me punir por não conseguir fazer as coisas melhorarem.
Até pouco tempo eu me socava e batia até quase desmaiar, não pelo mesmo motivo, mas por não conseguir ter voz e permitir que os outros fizessem o que quiserem comigo.
Atualmente ainda jogo alguns jogos, músicas, leio livros , mas aquele pensamento de "você tá jogando essa merda, seu cavalo" fica sempre preso.
Também estou sofrendo pra terminar a faculdade, mas aos poucos vou melhorando esse aspecto da vida também.
Infelizmente não tenho como pagar por tantas consultas de um/uma psicó[email protected] quanto eu preciso, ano passado uma profissional me ajudou muito a lidar com tudo isso, não dói tanto quanto antes, mas é difícil deixar tudo no passado.


EDIT2:Vi que alguns estavam achando falso demais a parte do irmão e tal, vou colar a minha resposta aqui
Eu queria que fosse, isso estragou minha libido por um ano inteiro.
Eu demorei pra ligar os pontos, mas pelo que deu pra sacar a mãe dela era prostituta e ela teve influências fortes.
A sexualidade aflorou de forma errada.Ela contou que o lance do cachorro não era constante, mas o irmão era desde quando eles tinham 10 anos, coisa doentia de cidade de interior. O pai expulsou ela de casa por um tempo quando ela era adolescente depois de flagrar os dois.
EDIT: Agora lembrei que tenho certeza que foi o fato dela falar um pouco da mãe dela pro meu pai que desencadeou o pensamento de "essa deve ter puxado a mãe" no meu pai e causado toda essa investigação dele.
Meu pai trabalhava na área de informática assim como eu trabalho hoje em dia (eu fui fazer federal pra tentar fugir desse ramo só pra não ter nada a ver com meu pai, mas dá pra ver que não deu certo), ele manjava bastante de computador.
Quando eu tinha uns 14 anos, moleque, pesquisei uns vídeos de BDSM no xvideos, no dia seguinte ele me puxou pra conversar sobre as mulheres não serem objetos e muitas vezes não concordarem com os desejos sexuais.

Eu deixei de boa, deu uma semana e eu vi outro vídeo desse, ele de novo me chamou pra ter uma conversa desse tipo.Não cometi o erro de novo, virei o PC até achar o keylog que ele tinha colocado, criei outro usuário (eu não ia ser burro de tirar o keylog pra depois ter que me explicar pra ele).

E não é que o cara tinha aqueles bypass de senha que você dá boot...

Não é a toa que eu aprendi pra caramba com ele, nessa parte de computador meu velho era fera e eu devo muito a ele.
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2018.02.14 23:16 PlusConclusion Porque quem deixa a namorada ter amigos é corno: a expĺicação

Parece que alguns users desse sub não entendem essa realidade básica de relacionamentos.
Tipo, você tem três opções:
a) vocês combinam um relacionamento aberto. Ou seja, você quer ficar com outro cara, vai lá e fica, eu quero ficar com outra menina, eu vou lá e fico, no fim do mês a gente faz uns testes de HIV e todo mundo fica feliz. Vocês são dois adultos, vocês querem viver assim, e estão assumindo o risco dessa escolha, problema de vocês.
b) vocês resolvem que vão ter um relacionamento sério e não querem saber do outro com intimidade com o sexo oposto, ou de ir se encontrar com o sexo oposto em situações isoladas.
c) A outra opção é ser corno.
Eu vou contar alguns causos da minha vida.
Eu tinha essa namorada que vamos chamar de Mariazinha. A Mariazinha em um momento que a gente tava brigado e eu não queria passear com ela falou, "Ok, então eu vou chamar o Joãozinho do serviço para ir na cachoeira comigo."
O que eu vou raciocionar com isso? Os dois amigos, sozinhos na cachoeira, ela brigada comigo, o que vai acontecer?
a) Eles vão pra cachoeira, tomar banho, vestir roupa e depois virem embora juntos enquanto conversam de assuntos do trabalho.
b) Eles vão pra cachoeira, ele vai agarrar ela por trás, pegar ela de quatro, depois vão vestir roupa, e ir embora enquanto conversam de assuntos do trabalho.
Não precisa ser um GÊNIO para adivinhar o que vai acontecer.
E eu sei que tem gente que vai falar MAS VOCÊ TEM QUE CONFIAR NA SUA NAMORADA, o que é simplesmente absurdo.
Eu confio na minha namorada. ( Hoje ex-namorada, mas na época confiava ). Eu não confio nos instintos animais dela.
Uma pessoa, mesmo que seja boa, se for colocada em uma situação onde os instintos animais podem tomar conta da situação, com certeza vai ceder a eles e se comportar como um animal no cio. É a lei da natureza, não tem como você lutar contra isso.
Só pra constar, isso é recíproco.
Tem uma menina que vive no meu pé, e ela tem namorado. EU SEI que ela quer pular a cerca comigo. De vez em quando ela me chama pra sair e tal. Se eu tivesse namorando hoje, eu NUNCA aceitaria esses convites. E se a coisa esquentar, eu vou dar o ultimato pra ela, ou eu ou ele.
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2017.12.18 16:06 IamnottheJoe Natal é chato (e amo minha ex.)

Oi, eu não sou o Joe. Tenho me sentido meio amargurado por esses dias, talvez seja a proximidade do natal. Ser o primeiro realmente sem minha familia, digo, ano passado eu estava separado a 6 meses mas passei com a ex, os ex-cunhados e minha filha. Foi meio down mas olhando daqui, ainda foi legal. E esse ano tinha tudo para ser melhor, afinal, estou namorando a uns 3 meses uma garota realmente incrivel. Eu a amo demais. Mas não é assim que me sinto. A amargura vem batendo e hoje ao vir para o trabalho, tocou essa musica que porra, é de um filme que me emociona demais (esta disponivel no YT.), e me fez chorar. E talvez tenha sido devido ao combo da saudade do meu pai, da saudade do passado que parece ser muito mais legal daqui. Mas acho mesmo que o motivo principal é a minha ex. Eu amo aquela mulher. Quando ainda eramos casado, ela me traiu. Não é algo que me desperte ódio, na verdade me da raiva de mim mesmo porque sinceramente, eu merecia. Pois bem, ela ainda namora esse cara, ele tem uns 22, e ela 33. Ela tem um problema sério de auto estima, se acha inferior. Quando nos casamos, eramos duas crianças e viramos adultos juntos. A questão é que ninguem sabe desse relacionamento, pois eles trabalham juntos e a empresa proibe. Além disso, ele parece ser de uma familia antiquada e não seria bem visto aparecer com uma mulher dessa idade, com esse histórico e apresentar como namorada, então... ela nem cogita. Ele tambem ja disse a ela que eles só estão junto curtindo, e apesar de serem exclusivos um ao outro, não almejam um futuro. E isso me incomoda cara. Eu acho que um garoto nessa idade que tem essa oportunidade, teria que agarrar com unhas e dentes. Pois bem, assim, nas festas de fim de ano, ela estara sozinha, minha filha ira para casa dos avós e me incomoda ve-la sozinha. Lógico que ela não admite, afinal, não vai me dizer que esta se sentindo só. Mas estará. Sinceramente ja pensei em confrontar esse cara e quebrar o nariz dele para que ele se afaste ou vire homem e assuma ela, mas seria evasivo demais.
Mas é isso, eu me sinto mal por ela. Estamos em crise financeira (quem não esta?), não deixei ela como gostaria, então ela trabalha muito, faz poucas coisas para se divertir e não sei se devia ir la ve-la. Não sei se seria correto com minha atual, afinal, ela não tem culpa e não tem nada haver com a historia toda. E é até mesmo engraçado isso, pois quando me separei, fiquei sozinho jogado pelos cantos enquanto ela ja tinha esse cara para lhe apoiar.
Desculpa gente, é só um desabafo sem objetivo. Quase um white problem. Mas natal é foda.
Abraços.
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